Mapa das Águas de Furnas
O reservatório é conhecido com: O Mar de Minas, Represa de Furnas, Águas de Furnas
O reservatório, um dos maiores do Brasil, com 1.440 km² e 3.500 km de perímetro, banha 34 municípios de Minas Gerais. A operação da Usina de Furnas está certificada pela NBR ISO 9002, desde dezembro de 2000.
Num dia de pesca um certo engenheiro da Cemig, O Francisco Noronha descobriu as Corredeiras das Furnas. Sabendo que a Cemig procurava um lugar ideal para construir uma usina no Rio Grande. Impressionado diante de um cânion longo e profundo, o engenheiro tirou fotos, desenhou barragens sobre as mesmas, calculou a profundidade do reservatório e, em Belo Horizonte, apresentou seus estudos ao engenheiro John Reginald Cotrim, então vice-presidente da Cemig e futuro presidente de FURNAS. O diretor técnico de Furnas foi o engenheiro hidráulico Flávio Lyra.
Cotrim verificou pessoalmente o local e chegou à conclusão que estava diante de um potencial que permitiria a construção de uma usina de grande porte para atender os três principais centros socioeconômicos do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Uma central eléctrica que evitará o colapso energético que ameaçava o país.
Em 1955, Cotrim passou a integrar a equipe de governo de Juscelino Kubitschek, que em 28 de fevereiro de 1957, assinou o decreto 41.066 e criou uma das maiores obras do seu governo: a Central Elétrica de Furnas, com sede em Passos, Minas Gerais.
No dia 9 de janeiro de 1963 o túnel que desviou o curso do rio Grande para a construção da Usina de Furnas foi fechado e as águas inundaram vilarejos e mudaram para sempre a história de 34 municípios que ficam ao longo dos 1.440 km² de extensão do Lago de Furnas.
A sede do município de Guapé ficou praticamente submersa, o que levou à construção de uma nova sede em local definido pela população. O distrito de São José da Barra, então pertencente a Alpinópolis e emancipado em 1994, ficou integralmente debaixo das águas e deu lugar à "Nova Barra", que a pedido do padre Ubirajara Cabral, pároco local, foi construída pela Central Elétrica de Furnas na forma de um banjo.
A maioria dos municípios possuía vocação agropecuária, mas com o alagamento das áreas produtivas surgiram novas atividades, pequenos comércios relatos ao turismo. Ainda pouco explorado, o turismo apresenta-se hoje como opção atraente para geração de renda na região.
De acordo com a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), são cerca de 260 empreendimentos turísticos, entre hotéis, pousadas e clubes náuticos que movimentam a economia local, ajudando a gerar empregos e impostos para os municípios.
Infelizmente, a região guarda pouca da memória das tribos indígenas que ali habitaram, das trilhas bandeirantes em busca de ouro, das fazendas seculares e dos quilombos rebeldes. Muito dessa história submergiu em fevereiro de 1963, quando as águas do lago subiram seu nível por sobre casas, plantações e até mesmo cidades, transformando definitivamente o lugar. Seus habitantes levaram algum tempo para reconhecer a nova paisagem e as novas possibilidades oferecidas pelo grande lago que se formara. Aos poucos, porém, em seus remansos, agradáveis pousadas, férteis pesqueiros e elegantes embarcações foram surgindo e delineando o futuro turístico do Lago de Furnas".

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